Actualização Maio

Author: Inês Martinho /

Depois de uma viagem à cidade de Madrid, começamos a reparar que o tempo é mesmo curto: dia 15 temos de entregar o trabalho, 22 é a sua apresentação.
Mas isso não significa desânimo, muito pelo contrário: estamos a trabalhar de forma a darmos o litro e que o resultado final seja o melhor possível.
Dia 8 iremos tentar publicar a introdução e conclusão do trabalho para dar uma pequena amostra do que será visto na apresentação de dia 22. Depois dia 15, iremos publicar as linhas principais da apresentação. E no dia 23, pretendo já mostrar as fotografias do dia da apresentação.

Até lá, desejem-nos sorte.

Actualização Abril

Author: Inês Martinho / Etiquetas:

Depois de umas curtas férias da Páscoa, onde apenas conseguimos desenvolver certos pontos do trabalho final, iniciamos agora o 3º Período com uma pressão a nível de calendário e a nível de trabalho: o tempo é curto, os trabalhos, muitos! No dia 15 de Maio temos de entregar o nosso trabalho final escrito, e no dia 22 será a nossa apresentação final, o que significa que em menos de um mês iremos concluir o nosso trabalho. Mesmo assim, temos sempre um ponto de vista positivo da coisa, pois a pressão por vezes ajuda na obtenção de um bom trabalho.

Já estão disponíveis os dados sobre a criminalidade no ano de 2008, através do site do Ministério da Administração Interna. No seguinte link podem consultar esse mesmo relatório no formato pdf, e também um resumo com os principais aumentos e decréscimos: http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MAI/Comunicacao/Outros_Documentos/20090326_MAI_Doc_RASI.htm

Temos também uma nova substituição de um tema a tratar: o suicídio foi modificado para a violência domestica, pois esta de certa forma, por vezes pode demonstrar a crise económica em que hoje em dia nos encontramos.

Para já, é tudo.

Entrevista com a Dr. Isabel Patrício

Author: Carolina_Alex / Etiquetas:

No âmbito da realização do nosso estudo, achámos importante incluir a opinião/ponto de vista por parte das organizações que lidam diariamente com o crime. Após várias tentativas conseguimos marcar uma entrevista com a Dr. Isabel Patrício, responsável pelo departamento de Comunicação Social da Policia Judiciária Portuguesa.

Efectuada na tarde do dia 10 de Março de 2009, conseguimos a permissão para a gravação de vídeo dessa mesma entrevista, que se encontrará contemplada na nossa apresentação final, dia 22 de Maio.

Também iremos incluir a seguinte transcrição no trabalho final, cuja entrega estará prevista para o dia 15 de Maio.


Transcrição da entrevista:

P- Como interpreta ou justifica o decréscimo registado nos anos de 2006 e 2007 relativamente aos crimes violentos?
R- “O decréscimo talvez seja registado por a polícia ter um papel mais proactivo na prevenção da criminalidade.”
P- Dentro dos vários factores que levam ao agravamento da criminalidade, qual o principal para o actual panorama nacional?
R- “Há vários; eu acho que há conjugação de uma série de factores. Primeiro, portanto a montante e mais atrás certamente que se deve ao facto de não ter sido feito um grande investimento na prevenção da criminalidade, sobretudo ao nível dos chamados emigrantes de segunda geração, portanto integração dos filhos dos imigrantes que cá estão. São pessoas que vivem numa sociedade com a qual não se identificam, porque são criados por uns pais que têm outra cultura, e depois são obrigados a viver numa escola em que lhes dão outra cultura e em que eles se sentem perdidos e não houve um trabalho de assimilação dessas pessoas à nossa cultura.
Por outro lado, deve-se também ao aumento da sociedade de consumo, dos bens electrónicos que geram uma grande apetência por parte das pessoas para os terem, e depois há crise: quando há crise há sempre mais criminalidade. Aliás, nota-se, não sei se vocês viram na SIC o programa que deu este fim-de-semana que tinha dado na quinta-feira, em que o nosso colega que é o Presidente do Sindicato dos Investigadores, Carlos Anjos, dizia que agora o que se está a notar são crimes amadores, portanto, os crimes gerados pela crise são crimes mais amadores. Ele até deu o exemplo de um senhor que foi roubar, em Setúbal, foi assaltar a Repartição das Finanças uma hora depois de ter saído de lá a camioneta da Prosegur com o dinheiro, portanto se ele não fosse amador sabia perfeitamente a que horas é que lá iam recolher o dinheiro.”
P- Do seu ponto de vista, acha que a população portuguesa se sente actualmente protegida pelas forças policiais apesar de existir um decréscimo no número de efectivos?
R- “Não há um decréscimo no número de efectivos, pelo contrário, não, nós vamos ter mais 145 a partir da semana que vem, a GNR também vai ter mais 1000, vão recrutar. Eu acho é que os meios de comunicação tornaram o crime mais visível, por um lado ele aumentou, por outro os meios de comunicação tornaram o crime mais visível e dão as noticias de uma forma mais alarmista e a população sente-se mais desprotegida.”
P- Acha que o índice de criminalidade nos anos de 2006-2007 reflectiam falta de apoio social?
R- “Em parte era, em parte não. Portanto, nós temos já cá muita criminalidade internacional, organizada. E portanto a imigração, sobretudo dos países de leste gerou alguma criminalidade organizada, nomeadamente em termos de tráfico de pessoas, exploração de pessoas para a prostituição, tudo isso é mesmo já uma criminalidade sofisticada. “
P- Então diz me que houve um aumento do tráfico humano para o nosso país, ou seja, dessas redes que acabou de referir?
R- “Houve algum. Uma coisa que eu vos sugiro também é que explorem a violência doméstica, porque aí sim a violência doméstica está bastante associada à crise e ao desemprego e à falta de dinheiro, portanto, costuma-se dizer “Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”, porque é assim mesmo, porque quando as pessoas vivem em constante stress, sem terem dinheiro, os filhos a pedirem, gera-se inevitavelmente um ambiente muito violento. E essa é uma das grandes causas da violência doméstica actualmente.”
P- Qual a sua opinião relativamente à reeducação de um criminoso numa instituição prisional e quais as perspectivas e saídas de um prisioneiro que saia de uma prisão hoje em dia?
R- “A reeducação é fundamental, e há casos de grande sucesso, e também há casos de grande insucesso. Quando o trabalho é bem feito, eles tem um período de adaptação chamado regime aberto, em que vêem trabalhar cá fora e só vão dormir à cadeia precisamente para se ambientarem e já têm emprego. Se conseguirem continuar com aquele ou outro emprego, pronto é um sucesso. E tem feito bons trabalhos a reinserção social e os serviços prisionais.”
P- Em termos de crime, quais são os crimes com mais incidência?
R- “São os furtos em residências e os em viaturas ainda, sobretudo o furto em residências”
P- Existe mais crime a nível das zonas mais rurais?
R- “Não, existe essencialmente o crime nos grandes centros urbanos, agora está mais a proliferar mais já, digamos assim, não é por ser rural ou por ser urbano, a melhoria das estradas é que estão a fazer deslocar a criminalidade para o interior do país. Porque se vocês pensarem, por exemplo, aqueles casos de que se deram na vossa zona, ali na Ericeira, vê se nitidamente que são pessoas ali de Mem-Martins, aqueles de segunda geração, que vão por ali fora pela estrade que vai de Sintra até Torres Vedras e que foram assaltando os restaurantes que estavam à beira da estrada. Portanto a existência de carros e boas vias de comunicação facilitam bastante a disseminação geográfica do crime.”
P- Então este aumento da criminalidade, na sua opinião, pensa que pode continuar a aumentar ou que com esses reforços que referiu irá diminuir?
R- “A polícia irá fazer os máximos para que não aumente.”

Apresentação do Grupo de Trabalho

Author: Inês Martinho / Etiquetas: ,

Somos um grupo de alunos do Externato de Penafirme, Torres Vedras, e criámos este blogue no ambito do nosso trabalho de Área de Projecto. O nosso grupo é constituido por 4 alunos do curso de Ciências Sociais e Humanase pretendemos criar neste blog um local de discussão mas ao mesmo tempo de apresentação do nosso trabalho. Semanalmente iremos apresentar as mais recentes conclusões do nosso estudo, da mesma forma que iremos também apresentar entrevistas e locais onde é possivel observarem com os vossos olhos os dados que vos mostramos.

Apresentação do grupo:
-Carolina Alexandre
-Carlos Marques
-Inês Martinho
-Liviu Dutca
(mais tarde iremos incluir fotos do grupo)

Todo o grupo colabora no blogue, mas apenas eu (Inês) e a Carolina é que conseguimos publicar as mensagens no blog.

Esperemos que seja do vosso agrado o tema em discussão,

Inês Martinho e Carolina Alexandre